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11/12/2014

Tão iguais e tão diferentes.


Não vou começar minha ladainha pra justificar a ausência de posts nesse blog, afinal de contas, vocês bem sabem meus motivos - meu duplo motivo, rs - 
Por falar neles - os que me tomam por inteiro, meus filhos -, o post de hoje vai contar um tiquinho sobre o mundo da Maria e do José. 
Na verdade, essa semana pra ser mais precisa, eu tenho observado muitas coisas em relação a minha duplinha.. O crescimentos sem freio de Maria, tanto fisicamente quanto intelectualmente, e as tantas novas conquistas de Zé e a formação de mais uma personalidade na nossa família - oremos! - 

É engraçado como cada um tem um tempo diferente pra cada coisa, e mais engraçado ainda quando eles tem as mesmas vontades e manias. É tudo tão igual e tão diferente, sabe? 
Eu tive que aprender a pular fora da cilada da comparação. Sim, acho até que é normal comparar um irmão ao outro, o que não implica dizer que é sadio. Claro que, tudo isso é o meu ponto de vista, não uma regra. 

Assim que José Luiz veio para os meus braços pela minha primeira vez, notei que seu corpo era magrelo, ele não havia chegado tão gordinho quanto a Maricota e isso me assustou, embora as enfermeiras e médicos repetissem freneticamente que ele estava bem, aqueles três quilos e vinte gramas me pareciam míseros perto dos quase 3 kg e 700g da Maria. Comparei o jeito preguiçoso de mamar dele e quantos hora o cochilo noturno durava, em relação as noites mal dormidas da Cecília. 

Só depois de esperar dele algumas reações iguais as da Maria, foi que eu percebi que nos meus braços havia um outro individuo, e que ter essas expectativas não seria bom nem pra mim e muito menos pra ele. Conforme o tempo foi passando eu percebi que o Zé tinha uma frequência diferente da Maria e que isso era normal, além de ser muito especial. Afinal de contas, eu tinha dois filhos, duas pessoas diferentes, mesmo que feitos pela mesma fábrica - pode me chamar de máquina copiadora também, eu aceito, afinal de contas, são a cara do pai -, eram duas crianças que embora se assemelhassem em algumas atitudes, destoavam em muitas outras, e pra me ajustar no meio desses mundos usei o infalível instinto de mãe, além de utilizar o danado do amor, que tudo compreende, abraça e aceita. 

Fiz uma pequena comparação do bem, que na verdade é pra mostrar a diferença entre meus rebentos e fazendo essa lista de defeitos e virtudes, eu pude perceber o quão delicioso é transitar e presenciar meus filhos crescendo e se tornando quem são.  

O ser Maria. 

Maria Cecília sempre foi uma menina muito inteligente, falou suas primeiras palavras muito cedo, não dormia de noite e sempre foi muito observadora, daquelas que prefere pensar antes de agir. Sempre comeu pouco e foi amante da TV, o que não mudou até hoje. É uma menina carinhosa e esperta o suficiente para usar esse charminho fofo para conseguir as coisas. 



O ser José 

É inquieto, agitado e risonho. Costumo dizer que pro Zé não tem tempo ruim. Dorme cedo e acorda MUITO cedo. Não bate palmas, não fala nada mas já sabe dar tchau. A galinha pintadinha só o convence durante 15 minutos, o que o deixa quieto de fato é um bom prato de feijão. É carinhoso,um carinho de Ogro- meu mini Shreck - mas é carinho. 


As semelhanças  

A boca, o sorriso grande, os olhos apertadinhos. A tosse de mentira. A mania de se jogar pra trás quando fazem birra - na fase bebê -. O apreço por leite. Gostar de dormir em cima da nossa barriga. Mamar em um seio mexendo no outro com o pé. Adorar dançar e gritar. 

Conviver com esses dois serezinhos tem me feito amadurecer muito. Respeitar essas diferenças tem sido uma tarefa incrível, são elas que andam construindo a mãe que eu venho me tornando. Compreender que cada um deles tem o seu tempo, seu jeito, sua voz, é uma delícia, cada um com seus pontos positivos e negativos - ai gente quase nada negativo, quem pode ser negativo quando se é fofo e fofa desse jeito? - . Lapidar esses dois cidadãos com personalidades forte é difícil, mas na minha equipe entra o papai Marcelo que vem sendo um forte aliado nisso tudo, e devo admitir que foi ele quem abriu os meus olhos para a mania de querer que José fosse tal qual Maria e vice-versa.  

Superando essa fase "ela fazia isso e ele fazia isso" eu pude redescobrir meus filhos, e quer saber? Bem melhor assim! Que andem sempre lado a lado, como bons amigos, sendo um o reflexo positivo do outro, e que os defeitos sejam amenizados por conselhos carregados de carinho, conselhos esse que só aquele irmão(a) pode dar, que vem naquele combo do abraço, do afago e do amor. 

Cresçam, mas cresçam respeitando um ao outro e eu serei feliz como mãe e onde quer que eu esteja, estarei orgulhosa de ter gerado e parido "brothers" de verdade (: 

Viva a diferença! 

Em vocês um beijo e até o próximo post. 


30/09/2014

30 dias para os 3.


Tentei começar esse post sem comentar sobre a velocidade do tempo, mas como não falar disso? O tempo engoliu o meu bebê, o meu primeiro fruto esta beirando os seus três anos de vida. E se fosse só isso... Quanta independência, minha gente!

Se eu voltar meus pensamentos para 2011, quando ela ainda era semente, sou capaz de se sentir seus chutes, exclamando vida. Mas nesse tempo, eu já queria que ela pulasse fora dali, minha ansiedade pedia que os dias corressem, eu queria Maria nos meus braços. Hoje vejo que eu devia ter tido menos pressa...

A vida anda tão veloz, que a sensação que eu tenho é de ter dormido com ela ainda bebê e acordado com uma mocinha tão dona de si. 
Em 36 meses de vida, mudaram muitas coisas, ela, eu, a nossa casa. Ganhamos mais um para somar na família, tivemos que nos readaptar a uma nova rotina. 
Ela teve que compreender o novo, e encarou isso com uma maturidade que me surpreendeu. Por vezes ela fez o papel de “mãe” do José, tentando acalmar ou simplesmente brincando de me imitar.

Também é excelente conselheira vez ou outra solta umas frases que fazem com que eu e Marcelo troquemos olhar, abismados com o feito. Como aconteceu essa semana, descíamos as escadas cheios de bolsas – dois filhos e suas muitas bagagens! -, ela segurava a minha mão e descia sem pressa, Marcelo que vinha com José no colo, ofegante pelos degraus, parou atrás dela e não deu outra, percebendo que talvez estivesse atrapalhando a velocidade do pai ela soltou: “Calma papai! A gente tem que ter calma nessa vida!”. Demos risada. Mas ficamos pensativos sobre a frase, afinal de contas muitas vezes descemos as pressas, sem calma alguma para “essa vida”. Maria mais uma vez estava certa.
Isso mesmo. Maria nos doutrina muitas vezes. Nós a educamos e somos participantes ativo do seu desenvolvimento com indivíduo na nossa sociedade. Mas ela tem um papel fundamental no nosso crescimento. Nem sei bem te dizer como era a Larissa de antes da Maricota, só te digo que prefiro mil vezes essa que não sabe dizer não para a promoção das bonecas da “My little pony” e que troca uma cerveja gelada por um episódio da Peppa Pig.

Maria me faz mãe, tudo começou graças a ela. Ela é a “mãe da criança” que eu era. 
Sempre falo em renascimento, mas não vejo outra palavra que defina a minha condição com a chegada dos meus filhos.

E antes que pareça, eu não sofro por estar perdendo o meu bebê, mas tenho saudades. Lidar com essa coisa de “eu sei fazer, mamãe!” me faz ver que logo logo eu não vou ter controle sobre tudo, e talvez isso me incomode, mas eu sobrevivo, rs. 

Não, eu não crio os filhos para o mundo. Crio eles para o amor, mas com a liberdade de escolher, o que acho bem diferente. 

Faltando 30 dias para os 3, eu me pago no ritual que antecede mais uma primavera de Maria. Me cerco de fotos antigas, das anotações da gravidez, dos relatos do seu primeiro ano de vida. Mergulho nessas lembranças tão gostosas e parece que ela tá ali comigo, na barriga quentinha da mamãe. É como se eu estivesse me preparando para parir mais uma vez, só que dessa vez uma menina de vocabulário rico e coração enorme, a minha Maria.











24/07/2014

Maria na cozinha! {Cookies}


*Antes de tudo, preciso dizer que, esse é o primeiro post que escrevo com José no colo. 
Se eu conseguir concluir essa publicação, será o mesmo que dizer que eu sobrevivi.

Bom, vamos lá!

Criamos um roteiro de férias, e nesse famoso roteiro, tínhamos como uma das metas, cozinhar juntas (eu e Maria) alguma guloseima.
Decidi então que, faríamos COOKIES, que era uma receita prática, não gastava muito, tinha chocolate e dava pra colocar (literalmente) a mão na massa, o que pra Maria é uma mega diversão.

Hoje acordei com vontade de comer "coisas gostosas", não sei se é culpa da TPM, mas foi ótimo para colocar em prática a ideia de ir para a cozinha com Maria.
Como não tinha todos os ingredientes em casa, fui com Maria ao mercado, a missão era encher a cestinha com o que precisaríamos para os nossos deliciosos cookies!
Peguem papel e caneta pra anotar, belê?

~ INGREDIENTES ~

- 2 xícaras de farinha de trigo, sem fermento!
- 1 ovo
-1/2 barra de manteiga (em temperatura ambiente)
- 3/4 de uma colher de chá de fermento
- 3/4 de uma colher de chá de sal
- 2/3 de xícara de açúcar cristal
- meia xícara de açúcar mascavo
- 1 colher de chá de essência de baunilha
- Confeitos de chocolate

Antes de partimos para o modo de preparo, achei legal falar um tiquinho do açúcar mascavo.

Esse açúcar escurinho ai é o mascavo, ele tem essa cor por conter grande teor do melaço, ele é mais saudável por ser menos quimicamente tratado. Ele é rico em vitaminas e apesar der mais saudável é mais calórico que o açúcar branco.

~ MODO DE FAZER ~

Primeiro ligue o forno para ir pré-aquecendo, em 180° graus.
Em uma vasilha misture, a manteiga (que tem que estar bem molinha), os açúcares, o ovo e a essência de baunilha. 
Você pode usar a batedeira ou uma colher de pau para ir misturando os ingredientes, bata tudo até obter uma massa homogênea.

* Eu media as porções e deixava Maria ir colocando tudo na vasilha, ela estava se sentindo a maior chefe de cozinhas do mundo, rs

Em outro recipiente junte a farinha de trigo, o sal e o fermento, misture-os e só depois agregue tudo, formando assim a massa do nosso cookie.
Fácil fácil, né não?

* Eu usei a batedeira, nessa parte Maria não participou.

Pra fazer os cookies, eu melo um pouco a mão no trigo (que ajuda a trabalhar melhor com a massa, já que ela gruda um pouco na mão) e faço bolinhas, depois as achato, pra fazer o formato. Mas ai é com vocês, façam do jeitinho que achar melhor, fechado?

Depois que fizerem os formatos dos cookies, levem eles para assadeira,, devidamente untada, deixando um espaço entre um e o outro, já que eles crescem um pouco no forno, e só assim adicionem os confeitos de chocolates.

* Maria ganhou a difícil missão de colocar os chocolates. Sim, ela colocava um no cookie e um na boca, ninguém é de ferro, né? 

Quem quiser colocar gotas de chocolates ao invés dos confeitos de chocolate, pode ir  misturando lentamente,  com uma colher, para não dissolver as gotinhas, e depois é só fazer as bolinhas dos cookies normalmente.

O tempo no forno pode variar, geralmente fica entre 8/14 minutos, nunca menos ou mais do que isso, fechado?

Depois de pronto, o ideal é esperar esfriar, eles ainda saem molinhos por conta da temperatura. Se vocês tentarem tirar os cookies da forma ainda quente, a tendência é que eles quebrem, então... paciência!

Esfriou? Aiii... é só correr pro abraço, fica uma delícia e aviso logo, impossível comer um só!
Aqui foi sucesso, Maria queria comer todos de uma vez, foi uma trabalheira convence-la do contrário, rs!


E vocês, tem alguma receitinha que costumam fazer com os pequenos? Manda pra gente, eu e Maria vamos adorar partir para cozinha, pode apostar!

E se vocês fizerem a nossa receita dos cookies, mandem fotos e claro, digam se provaram e aprovaram, rs.

Fico por aqui, e sim José ainda está no meu colo, mas a construção desse post foi interrompida algumas (MUITAS!) vezes para, trocas de fraldas, xixi de Maria, fome e outras demandas, rs. Mas ó, eu sobrevivi!

Um beijo e até a próxima!






22/07/2014

Aprendendo e brincando!



Dois dias de poeira no blog, eu sei, eu sei...
Mas ó, aqui por casa tá um Deus nos acuda, Maria indo dormir tarde, José com cochilos mais rápidos do que a velocidade da luz. Ou seja, tô sem tempo até pra respirar, socorro!
Devo estar ficando grisalha e cheias de rugas, rs!

Mas, o assunto é outro! Corri aqui só pra dar uma "dica express", rs!

Bom, eis que Maria ganhou dois livros legais, na mesma semana. Um foi da minha tia, Eugênia, que trouxe para Maricota um livro que trazia a história do "Patinho feio".
O outro livro foi presente da Lari, prima de Marcelo, a história dessa vez era sobre "Alice no país das maravilhas".

Mas não eram livros comuns, eles tinham um plus!
O mais legal desses livros que Maria Cecília ganhou, não eram só as historinhas, as páginas além de contarem a história, traziam peças de quebra-cabeça, sendo assim era possível remontar a ilustração.
Cada livro possui 4 quebra-cabeças, no fundo das páginas, quando tiramos as peças, fica a imagem a ser montada, o que facilita para a criança quando for montar todo o cenário de novo. 


Maria até então não tinha tido contato com quebra-cabeças, achei que ela não fosse ter interesse por eles. Engano meu!
Tudo bem que ela ainda precisa de ajuda para monta-los, e que curte muito mais bagunça-los e me pedir pra remontar tudo, como se tivesse me dado uma missão impossível, rs. 
Maria adorou os presentes, o que me fez pensar em investir mais ainda nos dinamismo que os livros infantis de hoje em dia tem. 

Essa brincadeira toda de ler e montar quebra-cabeças, ajuda muito em diversas habilidades, como a cognitiva, o estímulo a leitura e um maior domínio sobre a coordenação motora.
O que de fato é verdade, mesmo sem saber ler ou encaixar as peças sozinha, Maria cria histórias, quando não estamos lendo pra ela e até arrisca juntar algumas peças, mesmo que elas sejam de uma outra página, rs.



Para as mamães de Recife-PE, fica a dica de uma feira de livros que tá rolando nos Shoppings da cidade. Lá tem desses livros e muitos outros, todos com um preço bacana, viu?
Fui na do Shopping Recife, que fica localizada em frente as Americanas, e adorei os livros, tem pra todas as idades, e fogem muito do "normal", explorando texturas, brincadeiras, sons e tudo mais. Vale a pena dar uma passadinha por lá!

Fico por aqui, uma beijoca!






15/07/2014

Brincadeira de férias


Ainda estamos de férias!
Maria, pra variar, continua incansável, rs. Como o nosso objetivo é tentar afastar ela o máximo que pudermos (não somos extremistas, só não queremos ela alienada no mundo dos desenhos animados) da TV nessas férias, fiquei catando umas brincadeiras pra entreter Maricota. E achei...


Bom, tenho que admitir, os desenhos as vezes ajudam. Estava assistindo com ela a "Peppa Pig", quando o vovô Pig propôs uma brincadeira aos seus netos, Peppa e George. 
A brincadeira era simples, "uma caça ao tesouro".
Gente, como não pensei nisso antes?

Algumas problemáticas surgiram, o vovô tinha uma casa, com quintal, que por sua vez tinha areia, onde seria enterrado o baú com o tesouro do vovô. (o tesouro eram moedinhas de chocolate)
E eu?
Sempre faço drama sobre o meu apertamento, mas é sério, ele é micro. Aonde eu ia esconder o nosso tesouro?

Bom, catei uma maletinha no armário, que simbolizaria nosso baú, e como em um esconde-esconde, coloquei o baú num cantinho da sala, escondidinho.


Mari adorou a ideia, topou aguardar no quarto enquanto eu escondia nosso baú.
Ah, o que ia dentro? Alguns brinquedos prediletos dela. Mas vale chocolate, guloseimas e até umas moedinhas, rs.

Bom, começamos a brincadeira, revesamos entre quem caçava o tesouro e quem escondia. Pra encontrar o baú perdido, valia dizer dicas, tipo "tá quente, tá frio!"
Maria é que as vezes exagerava e acabava entregando o esconderijo, e ela amava quando mesmo dizendo onde ele estava, eu me fingia de boba.
Deu super certo nossa brincadeira, vamos repetir de certeza!


José cochilou de novo, hora de entrar em ação com mais uma brincadeira.
Ai, fiquei lembrando de como eu brincava quando era criança. E se tinha uma coisa que eu fazia muito, era me enrolar em lençóis, fazendo de conta que trajava os mais belos vestidos de princesa. Andava toda pomposa, obviamente na minha cabeça eu estava perambulando pelo castelo e claro, eu era a mais bonita de todas, rs.


Maria é sortuda, não precisa se enrolar em panos, é cheia de fantasias, tem de princesa, boneca, colombina, super-heroína e por ai vai. Da pra brincar um bocado de faz de conta.
Mostrei a ela o vestido de branca de neve, contando que se tratava da roupa de uma princesa. E ai, convidei ela a brincarmos de "Castelo das princesas".
Ela aguçou ainda mais a imaginação e disse que além de princesa, queria ser a Minnie e ter a varinha de uma fada, igual a da Peppa.
Pedido aceito e concebido. (Mãe é quase uma fada-madrinha mesmo, né?).
Ela ainda tem um cavalo-de-pau rosa, fingi que o cavalo estava chegando no reino, apressado  e que ela precisava montar nele, Maria subiu e começou a galopar.
Você acaba entrando na onda e virando criança também, é bom demais!



Ai veio a desgraça! 
Inventei de dizer pra ela que faríamos um castelo. Achei que ela compreenderia que era impossível um de verdade, né?
Mas, quando juntei uns bancos e peguei um lençol para fazer de telhado, Maria começou o chororô. Não deve ter achada aquela tenda improvisada digna de uma princesa, ainda mais de uma princesa que além de tudo é meio Minnie, e pior, tem até varinha mágica.

Na verdade era o danado do sono, sempre que Maria tá sonolenta rola uma manha, um bico, um choramingo.
Apesar de que, ela tem essas coisas de achar que o mundo real e o da fantasia, são entrelaçados.
Quando ela ganhou uma camisa com uma capa, da nossa amiga Jacque, ficou super frustrada por não conseguir voar por ai. Até convencer ela que pessoas de verdade não voam, foi um dilema. Terminei colocando ela nos braços e correndo como louca por casa, fazendo a bendita capa se mexer e assim ela achar que estava voando, rs.

Bom, depois da desilusão com o castelo de pano, Maria Cecília foi tirar sua soneca :}

Que dia, fomos de piratas a nobres princesas.
Caso aprontemos novamente, corro pra contar pra vocês. Combinado?

Um beijo e até a próxima!






13/07/2014

O desfralde de Maria.


Tá ai uma etapa e tanto da vida de uma criança, o desfralde. 
Fui muito insegura com essa fase de Maria, achava que tirar as fraldas dela seria uma batalha imensa. E com a descoberta da chegada de José, eu comecei a ver essa meta cada vez mais longe.
Como já contei aqui, devo reconhecer que o sucesso de Maria não usar mais fraldas descartáveis, é todo de Ivete, sua professora e Tânia, a auxiliar de sala.
Se dependesse de mim...

Bom, vamos contar a peleja do começo.
Mainha sempre incentivou que eu desfraldasse Maria, começamos as tentativas quando ela ainda tinha 1 ano e meio (hoje vejo que era muito cedo).
Ganhamos um penico, depois outro... parecia que tudo incentivava essa mudança.
Mas a principal envolvida nisso, Maria, não se sentiu muito feliz com os novos amigos. O penico virou um fiasco. Ela até topava sentar, mas só fazia o barulho do xixi, como quem quisesse me convencer que tinha feito.
Logo o penico virou a piscina das barbies, rs. (Obviamente ela nunca tinha usado ele para os devidos fins)
Foi ai que eu notei que eu deveria respeitar o tempo dela. Eu sabia que mais cedo ou mais tarde, e com a chegada das primeiras aulas, ela iria acabar descobrindo só, que tinha chegado a hora de começar a usar o banheiro. E foi dito e feito!


No segundo dia de aula, ao retornar pra casa, Mariazinha já veio me contando que agora usava calcinhas, igual a mim. Fiquei impressionada como essa novidade chegou rápido, as professoras conseguiram começar o incentivo ao desfralde e M. Cecília adorava a nova ideia. Eu respirei aliviada, confesso. 
Mas, essa novidade não durou muito. Comecei a perceber que na escola, ela frequentava o banheiro sem maiores problemas, assim como todos os outro coleguinhas.
Mas em casa já chegava choramingando pelas fraldas. E como muitos já haviam me avisado, ela usava José como exemplo. Na cabeça dela não era compreensível ele poder usar fraldas e ela não. 
Mesmo assim, ela abraçou a ideia de usar as calcinhas de dia, ou melhor, as "calçolas", como ela apelidou, rs.

Essa fase foi marcada por muitos acidentes molhados, aprender a segurar o xixi não foi fácil, mas a nossa mocinha conseguiu. Largou as fraldas diurnas.
Vencemos uma fase do desfralde, mas ainda restavam duas problemáticas, o coco e as fraldas noturnas...



Minha irmã deu a ela um assento redutor, rosa chok, para que ela pudesse usar banheiro com mais tranquilidade.
Super funcionou!
Notei que com o redutor, ela se sentia menos envergonhada do que usando o penico. Sempre me falava que fazia xixi como eu e o papai, no banheiro, no lugar certinho. Era perceptível que ela mesmo estava orgulhosa dessa nova conquista. 

Chegamos a etapa dois, o coco. E esse deu mais trabalho, rs.
Com o xixi já sobre controle,  começamos a tentar mostrar a ela que lugar de coco era na privada.
Foi um duelo!
Sempre pedia as fraldas para fazer o número 2, se sentávamos ela no rosa (apelido que ela atribuiu ao banheiro, por conta da cor do seu assento redutor), ela perdia a paciência e acabava desistindo de fazer o bendito coco.
Com medo de uma possível prisão de ventre, eu sempre cedia e colocava as fraldas.
O pior de tudo, é que até pra achar fraldas que coubessem nela e segurassem legal, era difícil! 

Tudo começou a mudar de figura, quando ela teve diarreia. Sabe aquele ditado "há males que vem para o bem", pronto. Foi isso que aconteceu, com o cheiro insuportável e a melequeira total, Maria começou a sentir nojo de fazer coco na fralda. Toda vez que iamos limpar, ela reclamava muito, ficava brava.
Marcelo então, foi induzindo ela a usar o vaso sanitária, salientando que lá seria muito mais prático, tranquilo e menos melado, rs.
Depois de algumas tentativas, que eram verdadeiros testes de paciências pra Maria Cecília, enfim, ela conseguiu habituar-se, coco no banheiro. Vencíamos então mais uma parada, uhul! 


A etapa 3 dependia muito mais de mim e de Marcelo. Teríamos que enfrentar colchões molhados, e confessamos que nos acovardamos diante disso. Mesmo usando como desculpa o cansaço, já que vivíamos uma fase insones, graças as noites mal dormidas com José, nós sabemos que retardamos isso.
Toda vez que eu encontrava as tias do colégio em que Maria estuda, era questionada sobre as noites sem fraldas. Ficava sempre sem graça.
E me perguntando se Maria estava prepara pra isso. Claro que estava, quem não estava na verdade era eu.

Depois de conversar com Marcelo, decidimos encarar o desfralde, no seu "gran finale", era chegada a hora de dizer adeus, definitivamente, as fraldas.

Sim, tivemos colchões molhados, roupas, brinquedos e tudo mais.
Mas, também tínhamos ciência de que tudo isso, fazia parte do processo. Não desistimos!

Ela começou a acordar de noite e pedir para ir ao banheiro, e antes de deitar sempre levamos ela para fazer xixi, como prevenção mesmo.
Claro que vez ou outra ainda escapole um xixizinho, como ela diz. Ainda mais se a noite for mais fria, ou se ela dormir muito. Mas, ainda estamos caminhando, afinal de contas não fazem nem dois meses desse grande passo.

O legal disso, é que hoje em dia se colocamos para a ela, a proposta de dormir de fraldas, ou usa-las em emergência,  Maria trata logo de renegar e fazer bico.
Reafirma sua condição de moça. De mocinha que usa calçola, ué!

Podemos considerar o desfralde um sucesso. Fraldas? Nossa menina agora é do mundo das calcinhas, isso sim.

Temos uma batalha medonha pela frente, a retirada da querida chupeta.
Que também findou sendo adiada quando José chegou. 
Além de que, achei bem cruel retirar fraldas e chupetas numa tacada só. 
Mas, estamos planejando e argumentando a saída de cena da "pepê", sem maiores problemas ou chororô.
Vez ou outra ela me entrega, dona da situação, dizendo que não vai mais querer e pronto. Essa decisão tão acertada, só dura até o primeiro bocejo, rs.

Bem, uma coisa de cada vez. Assim que conseguimos ganhar mais essa guerra, corro pra cá e conto.

E pra vocês, foi mais complicado tirar a chupeta ou desfraldar os babys? Conta pra gente sua experiência e métodos. Quem sabe não ajude outras mamães nessa empreitada, não é mesmo?

Fico por aqui, um grande beijo!




  



 
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